O mês de abril foi marcado por resultados muito ruins no mercado de ações internacional. O índice S&P 500 registrou queda em reais de 12,63%, o índice Nasdaq caiu em reais 16,52%, e o índice MSCI World, registrou perda em reais de 11,76% no mesmo período.

O forte pessimismo nos mercados nos levou a adotar uma estratégia mais conservadora. O fundo Objetivo (investimentos no exterior) acumulou uma perda de 2,16%; e o fundo Proativo, registrou queda de 1,39% em abril.

No Brasil, mantivemos a maior parte da carteira em LFTs e, no exterior, em papéis de curto prazo do Tesouro americano, embora tenhamos também nos posicionado em ouro e em commodities.

O mês de maio será decisivo para a definição de uma tendência de baixa que pode se arrastar, perigosamente, por mais alguns meses.

Embora a economia brasileira continue num cenário benigno diante do alto preço das commodities, as ações brasileiras também podem sofrer bastante numa eventual crise internacional prolongada. Além disso, as eleições presidenciais no Brasil devem manter a volatilidade em níveis altos nos próximos meses.

Em tempo: temos a satisfação de informar que já lançamos nosso primeiro fundo de renda fixa (Defensor) e um novo fundo multimercado com risco moderado que tem um foco maior em ativos brasileiros (Decisivo). Em poucas semanas, esses fundos estarão disponíveis para o público em geral.

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O investimento em ações nos EUA e na Europa gerou resultados negativos em março. Em reais (ajustado pelo dólar cupom limpo), o S&P 500 caiu 4,88%, o índice Nasdaq registrou queda de 4,41%, e o MSCI World caiu 6,23%. O dólar teve queda de 7,94% frente ao real.

Apesar de manter pelo menos 2/3 de seus ativos no exterior, o fundo Objetivo conseguiu fechar o mês sem perdas, registrando rentabilidade de 0,00%. Enquanto isso, o fundo Proativo teve ganho de 1,50% em março. O rendimento desses fundos veio principalmente das ações brasileiras e da renda fixa.

Neste momento, acreditamos haver chances para uma recuperação nos preços das ações nos EUA, assim como apostamos num desempenho robusto para as ações de utilities (serviços públicos) nos mercados desenvolvidos. Tal se justifica pelo início da fase contracionista na política monetária americana que gera sentimentos antagônicos. Há esperanças de uma rápida retomada na atividade econômica, mas também ameaças de uma longa e profunda recessão.

Muitas dúvidas também existem no mercado de renda fixa no Brasil. Até quando e com qual intensidade o Banco Central vai incrementar a taxa Selic? Investidores profissionais têm opiniões divididas sobre o momento mais adequado para trocar LFTs de curto prazo por NTNs de prazos mais longos. A elevada taxa de inflação nos mantém vigilantes e ainda conservadores neste tópico. Por isso, nossa exposição em renda fixa permaneceu, majoritariamente, em LFTs no fundo Proativo em março

No entanto, estamos otimistas sobre o desempenho das ações dos setores de energia, agribusiness e mineração no Brasil. A alta nos preços das commodities continua contribuindo para os bons resultados fiscais no Brasil e atrai fortemente o capital externo para a bolsa local que tem privilegiado esses setores.

Conclusão: o Brasil vive cenário benigno, e o mercado de ações americano pode zerar as perdas registradas no primeiro trimestre em pouco tempo. É hora de aumentar um pouco o apetite para o risco.

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Estamos vivendo um novo boom nas commodities. Isso é muito interessante para o Brasil, que pode tanto ganhar na Balança Comercial, como também ter um alívio nas contas públicas. Neste sen­tido, já começamos a ver um substancial incremento na arrecadação de impostos gerados pelas empresas que produzem commodities.

O cenário, em princípio benigno para o Brasil, justifica a desvalorização em feve­reiro de -2,70% do dólar frente ao real. O Ibovespa fechou fevereiro com +0,89%, descolando-se de quase todo o planeta. No mesmo período, o índice MSCI World caiu -5,23% em reais, o Nasdaq perdeu -5,99%, e o S&P500 registrou -5,70% em reais.

O fundo Objetivo teve perda de -4,61% enquanto o Proativo registrou -1,39% em fevereiro. Tivemos como amortecedores do processo de queda os substanciais ganhos obtidos em nossa carteira de ações no Brasil e os sólidos rendimentos das LFTs no Proativo.

Mas até quando vai durar este boom nas commodities? Ele não guarda seme­lhança com aquele longo ciclo de alta das commodities da primeira década deste século quando a forte deman­da na China comandava o processo. No atual boom, um aceno para a paz entre a Rússia e seus adversários pode ser sufi­ciente para inverter a tendência nos pre­ços do petróleo, dos minerais e dos grãos.

Como ninguém pode garantir o momento desta futura reversão, mantemos a estraté­gia de diversificar entre diferentes classes de ativos. No entanto, fizemos mudanças importantes nos últimos dias: praticamen­te zeramos as ações europeias, aumenta­mos o percentual em ouro e focamos em ações defensivas e de energia. Na renda fixa, hoje preferimos a segurança das LFTs no Brasil e dos TIPs de curto prazo nos Es­tados Unidos.

Conclusão: o conflito pode ser longo, e está na hora de mantermos posições mais defensivas.

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O primeiro mês de 2022 trouxe resultados negativos para investimentos no exterior porque o dólar caiu 4,76% frente ao real, e a maior parte das ações americanas e europeias se desvalorizou substancialmente.

Em reais, o S&P 500 caiu 9,78%; o Nasdaq, 13,32%; e o MSCI World, 9,86%. Apesar da grande alocação em ações no exterior, o fundo Objetivo mostrou-se mais resiliente e registrou uma queda de 6,65% em janeiro. O fundo Proativo teve perda de 3,01% no mesmo período. Acreditamos que o mau resultado de janeiro possa ser revertido nos próximos meses. Mas, no curto prazo, o cenário exige mais cautela.

Acreditamos que o mau resultado de janeiro possa ser revertido nos próximos meses. Mas, no curto prazo, o cenário exige mais cautela.

Apesar da excessiva valorização de muitos papéis na área de tecnologia, o investidor internacional continua cada vez mais interessado por ganhos que superem as crescentes taxas de inflação. E isso só será possível através de aplicações em renda variável. O desafio será enfrentar a volatilidade no período em que os bancos centrais aumentam as taxas de juros.

Nas últimas semanas, percebeu-se uma intensa rotação de fatores que privilegiou as ações value e trouxe grandes perdas para as ações growth. No mesmo sentido, no exterior, os setores de energia e de bancos têm tirado o brilho do setor de tecnologia. As carteiras do Objetivo e do Proativo acompanham essas novas tendências. As ações do Facebook haviam sido vendidas já em Outubro, e houve uma redução adicional de outros papéis de tecnologia em Janeiro.

Ao mesmo tempo, nossos fundos mantêm posições em ações brasileiras defensivas. Elas devem oferecer uma jornada com menos turbulências neste ano em que a eleição presidencial vai dominar o debate econômico

Conclusão do mês: juros em alta no mercado americano exigem mais conservadorismo nas alocações.

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